17 de dez de 2011

Três exposições

Da programação do Agendão da UFRGS , onde tem mais programas de música, literatura e cinema. ;)

Exposição utiliza a repetição como meio de criação da diferença

Hoje, 15, às 19h, acontece a abertura da exposição ''RE –por, –tornar, –inovar'', nascida nas aulas de Laboratório de Pesquisa em História, Teoria e Crítica de Arte do Instituto de Artes da UFRGS. A mostra reúne obras de cinco artistas gaúchos unidos pela representação dos modos de repetição na arte contemporânea. Os trabalhos ficam expostos até o dia 10 de janeiro de 2012, no Arquivo Público do Rio Grande do Sul, e podem ser visitados de segunda a sexta, das 9h às 17h. A entrada é franca.

A exposição busca extrair o diferente do mesmo e do repetido. Para isso, Alexandra Eckert, Letícia Lampert, Natália Gomes, Nico Giuliano e Rafa Éis apresentam peças criadas em cima da temática da repetição nas produções artísticas. A curadoria foi realizada pelos alunos Maria de Lourdes Reis, Paola Fabres, Talitha Motter, Vivian Andretta e Zelaine Ponty em parceria com a professora do IA Icleia Borsa Cattani.

Letícia Lampert e Natália Gomes fazem uso de fragmentos fotográficos de edificações para estabelecer arquiteturas inexistentes ou intensificar o caráter serial dessas estruturas. Rafa Éis apresenta a série “Óbito/ Diário”, na qual traz obituários das múltiplas falências e mortes subjetivas do ser humano ao longo da vida. Alexandra Eckert complementa esse trabalho com a série “Vide-bula”, que replica o universo dos remédios. E, por fim, Nico Giuliano explora as ações de pôr e repor, com figuras de mãos para cima dispostas uma ao lado da outra. (Foto: obra de Nico Giuliano)

O QUE: Exposição “RE –por, –tornar, –inovar”
QUANDO: de 16 de dezembro a 10 de janeiro
HORÁRIO: de segunda a sexta, das 9h às 17h
ONDE: Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (Rua Riachuelo, 1031 – Centro)
QUANTO: Entrada franca
INFORMAÇÕES: Telefone: 3308 4318 – Site: reexposicao.wordpress.com


Mostra exibe obras do acervo do Museu de Arte Contemporânea do RS
A exposição “A Medida do Gesto – um panorama do Acervo do MAC RS” permanece aberta à visitação no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul até o dia 29 de janeiro. A mostra foi produzida a partir das peças existentes no acervo do Museu, em uma proposta de atuação articula a UFRGS e uma instituição museológica também pública, promovendo a difusão do conhecimento gerado pela Academia e pelo Museu para o público externo. A exposição tem entrada franca e pode ser conferida nos seguintes horários: nas segundas-feiras, das 14h às 19h; de terça a sexta das 10h às 19h; e aos sábados, domingos e feriados das 12h às 19h.

“A Medida do Gesto” é um projeto coletivo de curadoria e museografia desenvolvido ao longo do segundo semestre deste ano, concebido e realizado sob a coordenação da professora Ana Maria Albani de Carvalho, juntamente com a equipe do Laboratório de Museografia, disciplina do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes. A equipe do Laboratório é composta pelos estudantes Carlos Eduardo Galon, Fernanda Castilhos, Laura Miguel, Leila Cofy, Luise Malmaceda, Luiza Mendonça, Mariana Patrício e Vânia Riger.

Entre as mais de 200 obras que compõem a coleção do MAC, foram selecionadas 34 criações de 29 artistas, representando um perfil geral do acervo, em sua maioria, características da produção artística realizada durante as décadas de 80 e 90. São pinturas, desenhos, gravuras e objetos, nos quais se alternam a marca da gestualidade, da expressão e o rigor da estrutura ou da grade geométrica, articulados em torno das ideias de Gesto e Medida.

Buscando aproximar o público dos bastidores que caracterizam o trabalho de curadoria e montagem de exposições, a mostra inclui uma documentação visual que relata, por meio de fotografias, o processo de trabalho, desde as etapas de pesquisa no acervo, seleção de obras e projeto/maquete para a distribuição no espaço da galeria. A história do Museu de Arte Contemporânea, inaugurado em 1992, também é narrada através da apresentação de catálogos, convites e cartazes produzidos para as mostras realizadas pela instituição ao longo destes 19 anos de existência do MAC. Além da memória, esta parte da exposição representa um olhar sobre o design visual e gráfico realizado para o material de exposições.

Os visitantes podem conferir os trabalhos dos artistas Alexandre Antunes, Alfredo Nicolaiewsky, Berenice Unikowsky, Carlos Alberto Meyer, Edmilson Vasconcelos, Eleonora Fabre, Élida Tessler, Elton Manganelli, Esther Bianco, Frantz, Henrique Fuhro, Gelson Radaelli, Gisele Waetge, Heloisa Crocco, Jader Siqueira, Jailton Moreira, Klaudius Kowoll, Lenir de Miranda, Luiz Alcione, Marilice Corona, Mario Röhnelt, Michael Chapman, Nilza Haertel, Otto Sulzbach, Plinio Bernhardt, Rogério Prestes de Prestes, Romanita Disconzi, Rosali Plentz, e Tereza Poester.(Foto: obra de Mario Röhnelt)

O QUE: Exposição “A Medida do Gesto – Um Panorama do Acervo do MAC RS”
QUANDO: até 29 de janeiro de 2012
HORÁRIO: Segundas-feiras, das 14h às 19h; terças a sextas-feiras, das 10h às 19h; sábados, domingos e feriados, das 12h às 19h
ONDE: Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul – MAC RS (Sala Sotero Cosme, 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736)
QUANTO: Entrada franca
INFORMAÇÕES: Telefones: 3308 4318 e 3221 5900 - Email: iaeven@ufrgs.br - Blog: www.macrs.blogspot.com


Exposição retrata processos de escavação e arqueologia clássica
Pode ser conferida na Galeria Olho Nu, localizada no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFRGS, a exposição “Memórias de Apollonia”, desenvolvida pelos Núcleos de Antropologia Visual e de História Antiga da Universidade. A mostra, que traz documentação fotográfica, mapas e artefatos romanos antigos, permanece aberta à visitação até o dia 15 de janeiro, de segunda a sexta, das 8 às 21 horas.

A exposição é parte do Projeto Apollonia, programa pioneiro de pesquisa em Arqueologia Clássica e História Antiga que promove expedições científicas com pesquisadores brasileiros para a participação de escavações no sítio de Apollonia-Arsuf, em Israel.

Os painéis que compõem a exposição apresentam o contexto do sítio e a visão de todos os processos da arqueologia clássica em campo, bem como uma crônica da expedição científica. As fotografias ilustram o ambiente das escavações, localizado às margens do Mediterrâneo, e o momento da descoberta de uma antiga villa romana com toda a sua cultura material. Essas escavações, retratadas na mostra, permitem que se compreendam a presença romana no Mediterrâneo, as situações de contato cultural ocorridas no local e a história da antiga cidade romana de Apollonia em um período de 18 séculos.

Entre 1998 e 2006, o Projeto Apollonia realizou seis expedições, levando mais de 40 pesquisadores, entre professores, fotógrafos e acadêmicos, ao sítio de escavação. O projeto é uma parceria entre a UFRGS e a Tel Aviv University (Israel), com participação do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, além de outras universidades brasileiras, sob coordenação do professor Francisco Marshall. Em julho de 2012, o Apollonia retorna a Israel para nova temporada de escavações. (Foto: Elisa Bortolini)

O QUE: Exposição Memórias de Apollonia
QUANDO: Aberta à visitação até 15 de janeiro de 2012
HORÁRIO: de segunda a sexta-feira, das 8 às 21 horas
ONDE: Galeria Olho Nu (Av. Bento Gonçalves, 9500, Prédio 43322, IFCH/UFRGS – Campus do Vale)
QUANTO: Entrada franca
INFORMAÇÕES: Telefone: 3308 6647



Cultura indígena é tema de exposição no Museu da UFRGS
Está aberta à visitação no Museu da UFRGS a exposição “Oretataypy: presença mbya-guarani no Sul e Sudeste do Brasil”. Com entrada franca, a mostra pode ser conferida de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Com a mostra, os visitantes têm a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a perspectiva mbya-guarani em relação ao mundo, sua cosmologia e como isso se reflete em suas atividades cotidianas.

A exposição é fruto de uma parceria do Museu com o Núcleo de Políticas Públicas para os povos indígenas da Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Urbana da Prefeitura Municipal de Porto Alegre (PMPA) e Museu do Índio do Rio de Janeiro. As atrações serão divididas em dois eixos principais: “Nossas moradas – Os Mbya no Rio Grande do Sul” e "Tape-Porã, impressões e movimento – Os Mbya no Rio de Janeiro".

Compõem o eixo “Nossas moradas – Os Mbya no Rio Grande do Sul”, a exposição “Os seres da mata e sua vida como pessoas” e a instalação “Casa Mbya-Guarani”, que será inaugurada em 16 de novembro. “Os Seres da mata e sua vida como pessoas” é formada com obras do acervo de arte das culturas indígenas da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana de Porto Alegre, e fotografias de Vherá Poty e Danilo Christidis. Estes objetos revelam narrativas mitológico-poéticas sobre a origem dos animais que na visão cosmológica Mbyá são compreendidos como humanos. Neste espaço, também será exibido o vídeo de mesmo nome produzido em 2010 pela PMPA com os Mbyá e colaboração de antropólogos da UFRGS.

Já “Tape-Porã, impressões e movimento – Os Mbya no Rio de Janeiro”, conta com cerca de 60 peças de arte mbya-guarani, além de fotos e vídeos. O visitante é convidado a percorrer três ambientes: as matas, a casa da eterna alegria e um ambiente reservado à prática de produção de cestarias. Nesse trajeto serão encontradas esculturas de animais em madeira, armadilhas para caça e pesca, instrumentos de prática religiosa e peças de artesanato utilizadas como meios de subsistência. (Foto: Elisa Bortolini)

O QUE: Exposição “Oretataypy: presença mbya-guarani no Sul e Sudeste do Brasil”
QUANDO: Aberta à visitação
HORÁRIO: das 9h às 18h
ONDE: Museu da UFRGS (Av. Osvaldo Aranha, 277 – Campus Centro)
QUANTO: Entrada franca
INFORMAÇÕES E AGENDAMENTO DE VISITAS: Telefones: 3308 4022 e 3308 3390 - Email: museu@museu.ufrgs.br - Site: www.museu.ufrgs.br

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